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12 de fevereiro de 2026
Por Gabriela da Cunha
Rio, 12/02/2026 – A decisão da Petrobras de não exercer seus direitos de preferência e tag along previstos no acordo de acionistas vigente da Braskem vem em linha com o esperado pelos agentes do mercado financeiro e traz alívio de curto prazo para as ações da petroquímica. No entanto, não dissipa a atenção sobre os caminhos até uma solução estrutural, dizem à Broadcast a economista-chefe da InvestSmart XP, Mônica Araújo, e o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz.
Em um desdobramento do anúncio feito em dezembro sobre a transação da Novonor e do Shine I FIDC, a estatal informou hoje que o conselho de administração aprovou a decisão da empresa que foi tomada considerando o estágio das negociações em curso. “Acreditamos que o movimento da Petrobras esteja em linha com o novo acordo de acionistas que está sendo estruturado para reestruturar o modelo operacional de atuação da Braskem e viabilizar a renegociação do nível elevado de endividamento”, diz Araújo.
Para Cruz, ao não fazer uso dos dois dispositivos que visam proteger os acionistas em processos de venda de participações societárias, a Petrobras evita uma disputa de controle.
“A decisão evita um evento societário traumático nesse curtíssimo prazo e ajuda, minimamente, a Braskem, que consegue reduzir um pouco o risco e comprar tempo. No longo prazo, é levemente negativa porque não resolve o problema financeiro nem traz um sócio mais estratégico”, pontua.
Como antecipou a Broadcast no último dia 3, ao não exercer o direito de preferência na petroquímica, a estatal abre as portas para um acordo de acionistas com o novo sócio, a IG4 Capital, disseram fontes à reportagem.
contato: gabriela.cunha@estadao.com
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