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22 de agosto de 2025
Por Carolina Ercolin, da Rádio Eldorado
São Paulo, 22/08/2025 – O ex-embaixador do Brasil em Washington e Londres Rubens Barbosa afirmou que a redução das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos depende de um contato direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Donald Trump. Em entrevista à Rádio Eldorado, Barbosa avaliou que a manutenção da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, imposta pelo governo norte-americano, não será revertida apenas por meio das negociações técnicas conduzidas pelos ministérios.
“Quem decide hoje nos Estados Unidos é a Casa Branca. Os órgãos de comércio negociam, mas a palavra final é de Trump. O problema é que o governo brasileiro não tem canal de comunicação direto, e Washington recebe apenas a versão da oposição brasileira”, afirmou. Como alternativa, o diplomata sugeriu uma ligação de Lula a Trump ou uma visita do vice-presidente Geraldo Alckmin a Washington para abrir um canal oficial. Segundo ele, sem esse contato de alto nível, a crise tende a se aprofundar.
Barbosa, que também preside o Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior, disse que medidas pontuais podem beneficiar setores como o café, mas avaliou que o cenário pode piorar, especialmente com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump. “Isso vai escalar ainda mais. Pode haver ações drásticas do governo americano justificadas por esse contexto político”, afirmou.
Além da questão comercial, Barbosa alertou para riscos decorrentes do envio de navios de guerra norte-americanos à costa da Venezuela. Segundo ele, embora a missão oficial seja combater o narcotráfico, uma ofensiva militar teria consequências diretas para a diplomacia e a segurança da região. “Uma escalada, como ataques a alvos militares venezuelanos, representaria uma mudança dramática da política externa dos Estados Unidos em relação à América do Sul”, disse. O ex-embaixador lembrou que uma intervenção desse tipo faria eco à Doutrina Monroe, historicamente associada a episódios de ingerência dos EUA, inclusive no Brasil em 1964. “Se houver ataque, o Brasil e outros países da região certamente reagirão, ampliando a confrontação com os Estados Unidos”, concluiu.
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