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FecoAgro/RS: Safra de trigo gaúcha não deve passar de 3,7 milhões de toneladas

13 de novembro de 2025

Por Julia Maciel

São Paulo, 13/11/2025 – O Conselho da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) estima que a safra de trigo do Rio Grande do Sul não deve passar de 3,7 milhões de toneladas, em função do resultado inferior da colheita e da baixa rentabilidade do produtor. Com 50% da área colhida, o presidente da FecoAgro/RS afirma que o ciclo foi marcado pelo baixo uso de tecnologia. “Muitos tinham a expectativa de colher 70 ou 80 sacos por hectare, mas esse resultado ficou comprometido. O baixo uso de tecnologia foi o grande fator”, disse Pires, em nota. “O preço é muito ruim e o produtor está decepcionado com a renda e o resultado desta colheita. É provável que tenhamos redução de área no próximo ano.”

O dirigente pontua que nem mesmo os produtores que utilizaram mais tecnologia na lavoura tiveram retornos esperados. “Há uma clara evidência de que os produtores tiveram melhor produtividade, mas ainda abaixo do que esperavam”, disse a FecoAgro, em comunicado.

Segundo Pires, apesar de o cereal ser uma opção de cultura de inverno para as propriedades e de preservar o solo com a palhada, o produtor tem olhado cada vez mais para o resultado econômico. “O desempenho financeiro da cultura tem sido muito ruim. Um produtor que colheu 50 sacos por hectare, ou 3 mil quilos, segundo nossa área técnica, teve resultado negativo de 11 sacas de trigo se vender essa produção a R$ 56/saca”, afirma em nota.

Enquanto isso, produtores têm mostrado interesse crescente no cultivo de canola. Apesar de abranger uma área bem menor e menos expressiva, há interesse crescente dos produtores em ampliar o cultivo. “Temos limitações, como a importação de sementes e o fato de ainda não ser uma cultura dominada, mas é provável que haja aumento significativo de área”, disse Pires. Ele acrescenta que a ampliação da cultura no Estado é positiva, inclusive para o trigo. “A rotação de culturas melhora o controle de plantas invasoras e de doenças.”

Contato: julia.maciel@estadao.com

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