Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
12 de novembro de 2025
Por André Marinho e Aramis Merki II
São Paulo, 12/11/2025 – O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, argumentou hoje que o sistema financeiro precisa de uma regulação “rigorosa” e uma supervisão “preventiva”, para garantir a estabilidade, a integridade e a confiança no setor.
Sidney, no entanto, reconheceu que as regras devem ser equilibradas para evitar amarras à inovação financeira. “A regulação bancária não pode ser vista, de um lado, como mera formalidade nem, de outro, como obstáculo à inovação”, defendeu, em discurso na abertura da 15ª edição do Congresso Internacional de Gestão de Riscos (G-Risc).
Para Sidney, o arcabouço regulatório deve ser “firme”, sem sufocar inovação e concorrência. Ele ressaltou que o setor precisa forjar um sistema financeiro resiliente aos riscos emergentes. Segundo Sidney, os desafios incluem a segurança do PIX, a evolução das normas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), proliferação de bets, negociações de ativos virtuais e eventos climáticos extremos.
Na visão dele, os reguladores e os regulados não podem permitir flexibilizações que ampliem riscos sistêmicos ou ameacem a estabilidade. “Os episódios recentes, tanto no Brasil quanto no exterior, demonstram que erros regulatórios podem ser fatais, geram custos elevados e impactos profundos para sociedades”, lembrou.
Sidney comentou ainda que a adoção das diretrizes IFRS 9 e a reformulação do Plano de Contas do Cosif elevam o padrão prudencial no setor. Para ele, o sistema precisa ser eficiente, competitivo, resiliente e íntegro, com políticas sólidas de capital, liquidez e provisões.
“Os riscos tradicionais, como crédito, mercado e operacional, não ficaram para trás e continuarão sendo muito relevantes, mas os novos desafios se impuseram de uma forma avassaladora”, pontuou. “A regulação deve buscar sempre equilibrar os benefícios e os custos de sua adoção, evitando o encarecimento e o engessamento da atividade bancária”, acrescentou.
Contato: andre.marinho@estadao.com e merki@estadao.com
Veja também