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13 de fevereiro de 2026
Por Cecília Mayrink
São Paulo, 13/02/2026 – O Citi considerou os resultados da Raízen fracos no terceiro trimestre do ano-safra 2025/26 (1º de outubro a 31 de dezembro de 2025), configurando mais um período difícil. Isso se deve principalmente à queda nos números do negócio de energia elétrica e às margens menores do segmento de Mobilidade na Argentina, embora os melhores resultados na distribuição de combustíveis no Brasil tenham compensado parcialmente essa baixa.
A receita líquida da empresa ficou em R$ 60,4 bilhões, queda de 10% na comparação anual, e o Ebitda ajustado foi de R$ 3,1 bilhões, ligeiramente acima da estimativa do banco. Já o prejuízo líquido, de R$ 15,6 bilhões, ficou abaixo da projeção do Citi.
O fluxo de caixa operacional da empresa caiu 63% em relação ao ano anterior, impactado pelo consumo sazonal de capital de giro e pela substituição de adiantamentos de clientes por dívida, em linha com a tendência dos trimestres anteriores, destacam os analistas Gabriel Barra e Pedro Gama.
O Citi aponta que, embora existam esforços para melhorar a alavancagem e ajustar a estrutura de capital, isso não deve ser relevante para a tese, uma vez que as ações mais importantes devem vir do possível aumento de capital, que está sendo avaliado pelos acionistas controladores, e de um provável corte na dívida.
A dívida líquida da Raízen aumentou para R$ 55,3 bilhões, o que elevou a alavancagem para 5,3 vezes o Ebitda dos últimos doze meses. Do nosso ponto de vista, o principal ponto negativo foi o fato de que os altos pagamentos de juros e a estrutura de capital desequilibrada aumentam o risco de continuidade operacional da empresa.
O Citi tem recomendação Neutra para as ações da Raízen, em função das incertezas sobre a estrutura de capital. O preço-alvo é de R$ 0,90, o que representa um potencial de alta de 34,32% em relação ao fechamento de ontem do papel.
Contato: cecilia.kuinghttons@estadao.com
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