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12 de novembro de 2025
Por Pepita Ortega e Victor Ohana
Brasília, 12/11/2025 – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que a possibilidade de adiamento da votação do “PL Antifacção” não enfraquece a proposta. As declarações ocorreram após uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta quarta-feira, 12.
“Não enfraquece em absolutamente nada. O Derrite vai continuar o relator. A gente entende que um relator que também é secretário de Segurança Pública do maior Estado do Brasil, que combate no dia a dia, tem a sua agrura de querer resolver logo. Só que não dá para só um Estado ouvido, porque temos um país muito grande e muito plural”, disse Castro.
Na ocasião, o governador do Rio de Janeiro defendeu a criação de regras mais claras para o papel da Polícia e para a proteção dos policiais. “Colocamos a questão do que o policial faz na ponta. Nós não queremos HC preventivo, mas nós temos que ter regras mais claras.”
Castro também disse que houve um pedido dos governadores a Motta para que o projeto não fosse votado de uma maneira tão rápida. O governador argumentou que não interessa aos Estados a aprovação de uma legislação na Câmara que fique parada no Senado ou seja considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Também à imprensa, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o “PL Antifacção” é um avanço, mas defendeu a classificação das facções criminosas como terroristas. Zema também afirmou que o governo “deveria saber” que o combate ao crime organizado ensejaria arrecadação “automaticamente”.
Além disso, Zema afirmou que o momento no Brasil é “único” para a segurança pública e considerou o dia 28 de outubro, data da megaoperação da Polícia do Rio de Janeiro nos complexo do Alemão e da Penha, como “um divisor de águas”.
Contato: pepita.ortega@estadao.com; victor.ohana@estadao.com
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