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12 de novembro de 2025
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 12/11/2025 – A Boa Safra vem ampliando seu portfólio além da soja e acelerando a diversificação de culturas e insumos. O movimento inclui presença crescente em milho, sorgo, trigo, feijão e agricultura regenerativa, além de novas linhas de negócios ainda em fase inicial. Segundo o CEO Marino Colpo, a estratégia tem o objetivo de reduzir a exposição à sazonalidade da soja e fortalecer a posição da companhia como uma plataforma de soluções completas.
“Nosso portfólio é cada vez mais diversificado. Avançamos em outras culturas e em negócios complementares, o que ajuda a suavizar o ciclo operacional e reforça a previsibilidade ao longo do ano”, afirmou Colpo, durante a teleconferência de resultados. O executivo disse que essa frente de expansão deve continuar em 2026, com aproveitamento da estrutura de distribuição já consolidada no País.
No terceiro trimestre, o faturamento com as demais culturas e insumos cresceu 148% em relação ao mesmo período de 2024. A carteira de pedidos dessas linhas somou R$ 101 milhões, alta de 206% na comparação anual, enquanto as vendas de soja alcançaram R$ 760 milhões, aumento de 9%. “A carteira está muito firme, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que ainda estão em fase de plantio”, disse Colpo.
A empresa hoje conta com 16 variedades de trigo, quatro híbridos de sorgo, nove variedades de feijão e quatro de milho. Na frente de agricultura regenerativa, o portfólio soma 42 variedades de pastagens e coberturas de solo, com misturas personalizadas. Essa linha atende tanto sistemas agrícolas integrados quanto propriedades voltadas à pecuária.
O diretor financeiro e de Relações com Investidores, Felipe Marques, afirmou que a diversificação exige investimento em estrutura e pessoas, mas tende a trazer retorno crescente nos próximos ciclos. “Esses negócios consomem estrutura, mas a partir de 2026 devem começar a contribuir de forma mais significativa para o resultado consolidado”, disse.
Segundo ele, a diversificação também melhora a eficiência no uso de ativos e reduz a dependência de um único produto. “A estratégia é fortalecer o modelo de negócio da Boa Safra como um one-stop shop do agronegócio, onde o produtor encontra qualidade, logística e soluções integradas em um só lugar”, afirmou.
No trimestre, a receita líquida total atingiu R$ 1,1 bilhão, crescimento de 56% em relação a igual período de 2024, enquanto o lucro líquido somou R$ 68 milhões (+26%) e o Ebitda ajustado foi de R$ 113 milhões (+54%).
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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