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12 de fevereiro de 2026
Por André Marinho e Altamiro Silva Junior
São Paulo, 12/02/2026 – O vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos, Felipe Prince, afirmou hoje que o banco já identificou uma “pequena melhora” na inadimplência curta no agronegócio, mas lembrou que o setor passa por um período sazonalmente de menor volume de vencimentos.
“Olhar a métrica da inadimplência curta não é o melhor para o momento, porque vai capturar um período de menor amortização e obviamente o teste de resiliência dos produtores será menor”, disse, durante teleconferência com analistas.
Prince alertou que, apesar dessa melhora, o desafio da inadimplência deve persistir pelo primeiro trimestre e até abril ao menos, o primeiro mês do segundo trimestre. Prince argumentou ainda que o BB está seguro de que o balanço está adequadamente provisionado, apesar dos persistentes das dificuldades, concentrados no agronegócio.
Prince comentou também que o aumento nas operações que entraram em atraso, indicador chamado de “New NPL”. Segundo ele, o movimento refletiu o impacto de um caso específico na carteira TVM (títulos e valores mobiliários) no segmento atacado – Prince não revelou o nome por uma questão de sigilo bancário. “Essa operação já era problemática e adequadamente provisionada há alguns anos”, explicou, acrescentando que a operação foi regularizada em janeiro cedida a terceiros. .
Parte da inadimplência na carteira de crédito de pessoa física é contaminada pela inadimplência no agronegócio, pois o produtor rural também é cliente do banco na pessoa física, disse o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, Geovanne Tobias.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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