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A 11ª edição do festival global de documentários cidadãos exibiu, no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), no último sábado, dia 30, os curtas-metragens premiados e o Grand Prix global do ano. A cerimônia destacou-se pela atmosfera colaborativa e pela forte presença do público jovem, evidenciando o papel do […]
2 de junho de 2026

A 11ª edição do festival global de documentários cidadãos exibiu, no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), no último sábado, dia 30, os curtas-metragens premiados e o Grand Prix global do ano. A cerimônia destacou-se pela atmosfera colaborativa e pela forte presença do público jovem, evidenciando o papel do audiovisual na mobilização para o desenvolvimento sustentável.
Os destaques da noite evidenciaram a força de novas lideranças e as urgências das metrópoles, com foco na centralidade da questão hídrica nas discussões urbanas ? tema alinhado aos ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) da Organização das Nações Unidas (ONU). O evento também celebrou o protagonismo feminino, com a maioria das obras assinadas por mulheres, e a força da nova geração acadêmica, já que metade dos vencedores é composta por estudantes de instituições como Mackenzie e ESPM.
A atriz e apresentadora Rachel Ripani foi a mestre de cerimônias da noite, que consolidou o conceito de ?audiovisual solução?. Diferente de edições anteriores, o festival propôs uma conexão direta com o ativismo prático, apoiando o lançamento de uma campanha de combate à violência de gênero com a ONG Turma do Bem (exibindo o filme Vivi) e promovendo o pré-lançamento exclusivo do livro ?Direito à Cidade?, do urbanista Carlos Moreno, criador do conceito da ?Cidade de 15 Minutos? e embaixador do festival.
Os curtas-metragens vencedores
Melhor Curta Estudante: ?Raízes Perdidas? ? Dir.: Nathália Massola (São Paulo – SP). Acompanha o projeto ‘Novas Árvores Por Aí’ na recuperação da Mata Atlântica e no adensamento verde na malha urbana.
Destino Sustentável: ?Projeto Pazipe? ? Dir.: Eduardo Paziam e equipe (São Paulo – SP). Retrata a criação de um jardim urbano no centro de São Paulo e o impacto do engajamento individual na mitigação climática.
Proximidade Feliz: ?Pontas? ? Dir.: Márcio Coutinho (Rio de Janeiro – RJ). Mostra o potencial transformador do balé em comunidades periféricas e como a proximidade de projetos sociais gera inclusão.
Melhor Curta de Impacto: ?Mangue é Vida? ? Prod.: ONG Bloom Ocean (Vitória – ES). Aborda a preservação dos manguezais, propondo o reaproveitamento de cascas de mariscos como fertilizante agrícola.
Crise Climática: ?Onde eu nasci passa um rio? ? Dir.: Sofia Byington (São Paulo – SP). Apresenta o projeto ?Rios e Ruas?, resgatando a memória das águas escondidas sob o asfalto paulistano.
Melhor Curta São Paulo São: ?Rios Invisíveis? ? Dir.: Tadeu Jungle (São Paulo – SP). Defende uma proposta urgente de saúde ambiental urbana: o destamponamento de rios cobertos.
Menção Honrosa: ?Águas da Memória? ? Dir.: Laura Leite (São Paulo – SP). Documenta a atuação do projeto ?Meninos da Billings? com mutirões de limpeza e educação ambiental para jovens.
Grand Prix Global: ?From the Margins Where Change Begins? ? Dir.: Samuel Okechukwu (Lagos – Nigéria). Explora a exclusão de jovens nos processos de decisão em Lagos, servindo como apelo por governanças mais inclusivas.
Sobre o Festival e Impacto Institucional
Criado na França pela ONG Métropole du Grand Paris, o MegaCities ShortDocs é realizado no Brasil pela plataforma São Paulo São. O concurso convoca moradores de grandes cidades a criarem documentários de até 4 minutos com soluções replicáveis de impacto positivo.
?O festival ganhou escala nesta edição pela parceria com o MDIC e o projeto ENIMPACTO. Tivemos inscrições vindas de Natal, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Vitória. O audiovisual prova ser uma ferramenta indispensável para engajar e inspirar respostas para o triplo desafio das metrópoles: econômico, social e ambiental?, destaca Maurício Machado, idealizador da vinda do festival ao país.
Márcia Nejaim, diretora do escritório da ApexBrasil em São Paulo, reforça a importância estratégica: ?Apoiar o MegaCities ShortDocs é uma forma de incentivar o audiovisual, que é um dos setores mais dinâmicos da economia e em que o país é um ator relevante com capacidade exportadora crescente?.
Como parceira estratégica, a TV Cultura realizará uma exibição especial dos curtas vencedores em sua programação. A 11ª edição do festival no Brasil foi um oferecimento da ApexBrasil, com aliança estratégica da Embratur e TV Cultura, além de parcerias com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Contou ainda com o apoio da Heineken, Mamba Water e tênis Veja.
Website: http://www.saopaulosao.com.br
Imagem publicada: – Abertura do MegaCities ShortDocs no MIS-SP. (MegaCities ShortDocs / Divulgação.)
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