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A disparidade salarial de gênero ainda se impõe como uma marca persistente no mercado de trabalho. Segundo a página 4 do relatório ?Rumo à igualdade salarial: uma resposta abrangente à disparidade salarial de gênero?, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as estimativas globais apontam que mulheres em empregos assalariados recebem, […]
20 de maio de 2026

A disparidade salarial de gênero ainda se impõe como uma marca persistente no mercado de trabalho. Segundo a página 4 do relatório ?Rumo à igualdade salarial: uma resposta abrangente à disparidade salarial de gênero?, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as estimativas globais apontam que mulheres em empregos assalariados recebem, em média, 20% menos do que os homens. O documento destaca, ainda, que essa diferença se intensifica em recortes específicos, como mulheres com filhos, aquelas inseridas em famílias de baixa renda e trabalhadoras da economia informal.
Essas desigualdades não se mantêm à margem das transformações do mundo do trabalho. Elas acompanham um cenário de mudanças aceleradas, em que novas formas de ocupação, a reconfiguração de setores produtivos e os avanços tecnológicos redesenham relações laborais e, ao mesmo tempo, podem ampliar assimetrias já existentes. Na mesma página, o documento aponta que a redução das disparidades salariais ganha centralidade não apenas como pauta de equidade, mas como elemento estrutural do desenvolvimento econômico e social.
O relatório também destaca que, nos últimos anos, o tema passou a ocupar um espaço mais amplo na agenda internacional. Iniciativas como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reforçam a necessidade de ações coordenadas para enfrentar a desigualdade remuneratória.
Com base na publicação ?El protagonismo de las mujeres en el futuro de las empresas? ? O protagonismo das mulheres no futuro das empresas, em português, presente na página 32 da ?Quality Magazine?, o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, ressalta que a equidade de gênero no ambiente corporativo depende de transformações estruturais e da revisão consistente de práticas organizacionais.
?Não se trata apenas de ampliar a presença feminina nas organizações, mas de assegurar que essa presença venha acompanhada de reconhecimento, condições equivalentes e critérios objetivos de valorização profissional. Enquanto a remuneração não refletir de forma justa o valor do trabalho realizado, a desigualdade tende a se perpetuar, ainda que de maneira silenciosa?, conclui.
Imagem publicada: (Freepik)
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