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O Brasil registrou 546.254 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais em 2025, segundo dados da Previdência Social. O número representa um aumento de 15,6% em relação a 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios por incapacidade temporária relacionados a esse tipo de doença, evidenciando o avanço do adoecimento mental […]
27 de abril de 2026

O Brasil registrou 546.254 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais em 2025, segundo dados da Previdência Social. O número representa um aumento de 15,6% em relação a 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios por incapacidade temporária relacionados a esse tipo de doença, evidenciando o avanço do adoecimento mental no país.
O crescimento dos afastamentos ocorre em meio à intensificação do debate sobre saúde mental no ambiente profissional e às condições de trabalho. Especialistas e representantes dos trabalhadores apontam que fatores como jornadas prolongadas, pressão excessiva e a forma de organização do trabalho têm impacto direto no bem-estar e na qualidade de vida dos trabalhadores.
Para o líder sindical Maurício Briquinho, o crescimento dos afastamentos está diretamente ligado à forma como o trabalho é organizado. ?Quando falamos de saúde mental no trabalho, também precisamos discutir como as jornadas são organizadas. O debate sobre o fim da escala seis por um surge como uma alternativa para reduzir o desgaste e melhorar a qualidade de vida do trabalhador?, afirma. A declaração insere o tema das jornadas no centro do debate sobre saúde mental.
Entre os diagnósticos mais frequentes que levaram ao afastamento estão os transtornos de ansiedade e os episódios depressivos, que lideram as concessões de benefício no país. Os dados também indicam que as mulheres representam a maioria dos casos, correspondendo a cerca de 63% dos afastamentos.
O aumento desses índices tem ampliado o debate sobre a saúde mental no ambiente de trabalho. Nesse contexto, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) reforça a importância da identificação e gestão de riscos psicossociais, incluindo fatores como pressão excessiva, jornadas prolongadas e a forma de organização do trabalho.
De acordo com Ricardo Antunes, sociólogo do trabalho e professor titular da Unicamp, as transformações recentes nas relações de trabalho têm intensificado a sobrecarga e a insegurança entre os trabalhadores, contribuindo para o aumento dos casos de adoecimento mental. Para o especialista, a tendência é que o tema permaneça em evidência, exigindo maior atenção às políticas de prevenção, ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal e à melhoria das condições de trabalho nas empresas.
Website: https://sincoverg.org.br/
Imagem publicada: – Maurício debate a saúde mental no ambiente de trabalho (Sinconverg)
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