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13 de fevereiro de 2026
Por Daniela Amorim
Rio, 13/2/2026 – Os aumentos nas despesas com mensalidades escolares e gasolina pressionaram a inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) em fevereiro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) passou de uma alta de 0,39% em janeiro para uma elevação de 0,50% em fevereiro.
“No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor acelerou de 0,39% para 0,50%, refletindo principalmente os reajustes sazonais no grupo Educação, típicos do início do ano letivo, além das altas em Transportes e Habitação, impulsionadas por gasolina e condomínio residencial”, justificou Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).
No ranking de principais pressões em fevereiro figuraram curso de ensino fundamental (5,71%), curso de ensino superior (4,66%), gasolina (1,38%), tomate (16,46%) e condomínio residencial (1,48%). Na direção oposta, houve alívios de passagem aérea (-8,19%), tarifa de eletricidade residencial (-1,99%), cinema (-11,82%), leite longa vida (-4,91%) e ovos (-5,42%).
Em relação ao mês anterior, cinco das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de 0,40% em janeiro para 0,93% em fevereiro), Habitação (de 0,08% para 0,34%), Educação, Leitura e Recreação (de 1,27% para 1,51%), Despesas Diversas (de 0,11% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,22% para 0,24%).
As taxas foram mais baixas nos grupos Vestuário (de 0,87% para -1,10%) e Alimentação (de 0,50% para 0,44%). O grupo Comunicação registrou estabilidade pelo segundo mês seguido (0,00%).
Contato: daniela.amorim@estadao.com
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