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12 de fevereiro de 2026
Por André Marinho e Altamiro Silva Junior
São Paulo, 12/02/2026 – O Banco do Brasil vai ter que contribuir com R$ 5 bilhões como parte da antecipação de recursos para recapitalizar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Além disso, haverá uma contribuição extraordinária de 50% desse valor, o equivalente a cerca de R$ 500 milhões por ano, afirmou a jornalistas o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, Geovanne Tobias.
O banco já contribui normalmente com perto de R$ 1 bilhão por ano para o FGC, valor que agora será antecipado em 5 anos. Essa antecipação terá apenas um efeito caixa para o banco, com o dinheiro saindo da tesouraria e indo para o FGC.
Já a contribuição extraordinária vai afetar as despesas do BB, ressaltou Tobias. “Vou aumentar em R$ 450 milhões a R$ 500 milhões a mais nas minhas despesas financeiras para contribuir extraordinariamente para o FGC”, afirmou o executivo do BB. Pelo estatuto do FGC, essa contribuição extraordinária não pode ser antecipada.
Os cinco maiores bancos respondem por 80% das contribuições do FGC. “Vamos buscar recompor essa liquidez o mais rápido possível porque a existência do Fundo Garantidor é fundamental para a solidez do sistema financeiro”, disse ele. “É importante ter um FGC sólido, mas estamos abrindo mão de receitas e o regulador está ciente disso.”
A presidente do BB, Tarciana Medeiros, ressaltou que o FGC é um seguro para a proteção do investidor e não pode ser usado como argumento de venda de ativos. Para ela, o ano de 2025 traz muitos aprendizados, por causa do caso Master. “Temos um sistema financeiro com instituições muito sérias”, disse Tarciana. “Num instante em que houve falhas, é preciso verificar quais foram, porque ocorreram e buscar corrigir, para que não ocorram no futuro.”
Na mesma linha, Tobias destacou que o FGC não pode ser usado para ‘marquetear’ a venda de produtos financeiros.
Contatos: andre.marinho@estadao.com; altamiro.junior@estadao.com
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