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CBIC/Wertheim: juro alto demorou para fazer efeito, mas já é sentido pelo mercado imobiliário

17 de novembro de 2025

Por Circe Bonatelli

São Paulo, 17/11/2025 – A desaceleração no mercado imobiliário nacional nos últimos meses foi reflexo do peso dos juros altos, que inibiram os lançamentos e as vendas. Outro problema tem sido o aumento dos custos de vida e o endividamento elevado das famílias, o que afeta o seu poder de compra.

“O juro alto demorou para fazer efeito, mas já é sentido pelo mercado imobiliário. E a inflação para a classe média também está alta”, avaliou Ely Wertheim, que atua como vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e também é presidente executivo do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

A CBIC fez uma apresentação à imprensa para apresentar os dados de mercado nesta segunda-feira, 17.

A queda mais acentuada está sendo observada na comercialização de imóveis com faixa de preço entre R$ 600 mil e R$ 2 milhões, cujos compradores dependem de financiamento.

A situação é melhor dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV) – que abrange moradias de até R$ 500 mil, com financiamento reduzido graças a subsídios. O setor teve um recuo pontual de lançamentos e vendas no terceiro trimestre, mas mostra um crescimento expressivo no acumulado do ano.

Os negócios também continuam indo bem no segmento de altíssimo padrão, cujos compradores têm renda elevada e dependem menos de crédito a juros baixos, afirmou Wertheim.

A despeito da desaceleração, os resultados não foram considerados ruins pelo presidente executivo da CBIC, Fernando Guedes. “O mercado imobiliário está mostrando que é resiliente em meio a esse cenário macroeconômico de juros altos”, afirmou.

Contato: circe.bonatelli@estadao.com

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