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13 de novembro de 2025
Por Geovani Bucci
São Paulo, 13/11/2025 – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira, 13, que quem alega ter havido apenas dispersão e não o fim da Cracolândia no centro da capital paulista “não sabe o que aconteceu lá”. Durante evento no Palácio dos Bandeirantes, o chefe do Executivo paulista disse que o Estado já pode “celebrar o fim da Cracolândia”.
“Quando a gente fala que acabou a Cracolândia, aquele cenário que nós tínhamos de venda de droga extensiva, de território livre, de cena de uso etc., isso não tem mais mesmo”, salientou Tarcísio. “E é só ir lá no centro que a gente vai ver que não tem. Vai ter ainda gente dependente de crack na rua? Vai. E a gente vai cuidar de todos eles.”
Ele afirmou que a presença de usuários de drogas em áreas urbanas é recorrente em grandes centros e continuará ocorrendo, mas disse que, sempre que houver concentração, o governo atuará para abordar essas pessoas e oferecer atendimento. Segundo ele, a gestão busca garantir acesso a tratamento, fortalecer vínculos interpessoais e trabalhar com ações de qualificação para que dependentes químicos possam superar a vulnerabilidade e a dependência.
“É lógico, você vai ter pessoas que vão sucumbir à dependência química ao longo do tempo, vão. Pessoas têm problemas todos os dias”, ressalvou o governador. “Agora, onde tem hoje aglomeração de pessoas, a gente está chegando com a assistência do Estado, e a gente está descentralizando os nossos canais de cuidado para realmente cuidar das pessoas.”
A gestão estadual vem conduzindo projetos de revitalização por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP) no centro da capital paulista como o novo Centro Administrativo Campos Elíseos de R$ 6 bilhões e a PPP de desenvolvimento urbano no Centro Histórico de R$ 2,5 bilhões. Também há a iniciativa de transformar a área da Favela Moinho, em processo de desapropriação, em parque e estação de trem, que gerou embate com o governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tarcísio afirmou ainda que o governo paulista estruturou linhas de cuidado voltadas ao atendimento de dependentes químicos, com ênfase em ações de desintoxicação e proteção social. Ele também mencionou ações de segurança pública citando operações como a Saúde e Dignidade, conduzidas para mapear e restringir o fluxo de drogas na região.
Contato: geovani.bucci@estadao.com
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