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22 de agosto de 2025
Por Vinícius Novais
São Paulo, 22/08/2025 – O Itaú BBA realizou uma pesquisa com 47 analistas buy side a fim de mapear as novas expectativas para a Hapvida em 2025 e 2026. O levantamento revelou que 47% dos participantes projetam entre 50 mil e 100 mil adições líquidas de beneficiários em 2025, em linha com a estimativa do banco de 80 mil. Para 2026, 51% esperam de 100 mil a 200 mil novas vidas, também próximas às 135 mil previstas pelo BBA. Essas projeções implicam crescimento de 0,9% na base em 2025 e 1,5% em 2026, ritmo bem superior ao consenso anterior ao balanço do segundo trimestre, que ia de estagnação a leves acréscimos.
No front de rentabilidade, 94% veem a margem Ebitda ajustada entre 12% e 13% em 2025, convergindo com a projeção do banco de 12,5%. Para 2026, 47% apontam para um intervalo de 13% a 13,5%; o Itaú BBA está no teto, com 13,4%. Há, contudo, um contingente de 23% que aposta em margens de 12,5% a 13%, sinalizando cautela sobre a captura de ganhos. No mais longo prazo, as respostas se dispersam, mas muitas indicam margem entre 13,5% e 15%, evidência de incerteza sobre o equilíbrio futuro entre expansão e lucro.
As estimativas de lucro líquido também se dividiram. Para 2025, 66% projetam entre R$ 900 milhões e R$ 1,1 bilhão, faixa que inclui a previsão do banco de R$ 1,053 bilhão. Para 2026, a maior fatia – 38% – situa-se entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,7 bilhão, perto da estimativa de R$ 1,656 bilhão do BBA.
O goodwill amortizável foi outro ponto de debate: enquanto alguns analistas não atribuem qualquer valor presente ao benefício, outros o calculam entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, sinalizando dúvidas sobre a capacidade da empresa de capturar essa vantagem ou, simplesmente, maior conservadorismo das casas.
Quanto ao múltiplo justo de preço/lucro, as respostas variaram de 9 vezes a 15 vezes, mas 34% indicaram 12 vezes como patamar adequado no longo prazo. A amplitude reflete o peso da confiança no crescimento: 40% dos entrevistados apontam o avanço da base de beneficiários como principal risco do case. Outros focos de preocupação são o aumento de custos com expansão da rede própria (19%) e o impacto de ações judiciais (17%).
Para os analistas Vinicius Figueiredo, Luccar Marquezini e Felipe Amancio, os dados demonstram que, após o balanço do segundo trimestre, o mercado passou a apostar em aceleração de crescimento e manutenção de margens, mas ainda há divergências relevantes sobre o ritmo dessas variáveis e sobre o valor que deve ser pago pela ação.
O Itaú BBA tem recomendação outperform (equivalente a compra) para as ações da Hapvida. O preço-alvo é de R$ 67, o que implica em um potencial de valorização de 81,82%, ante o último fechamento.
Contato: vinicius.novais@estadao.com
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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